Ela queria falar com ele. Ele queria falar com ela.
Ele chegara muito perto da realização de seu desejo, mas algo o impedira. Alguma força dentro do seu espírito atormentado por um sonho não realizado, por falta de confiança em si mesmo, o impedira. Estava muito perto, tão perto que conseguia sentir seu perfume, conseguia contar os fios de seus cabelos, tão perto que conseguia ver sua alma, sua profunda e apaixonada alma. Uma paixão indeterminada, não tinha explicação, vagava solitária no meio do mar de indecisão.
Ela, indecisa do que pensar, indecisa do que fazer, indecisa do que sentir. Será que ela realmente o amava? A dúvida a sufocava, apertava seu pequeno coração apaixonado. Mas seria tudo isso uma ilusão? Seria o fruto de um sentimento impulsivo? Seria apenas a adrenalina de querer chegar perto dele, querer falar com ele, querer tocar seus lábios? Apenas a adrenalina que corria por suas veias? Pensar nisso só a deixava mais aflita, mais indecisa, mas apaixonada.
Dois corações batiam fortemente, parecia mais um só coração. Ela queria falar com ele, ele queria falar com ela. E a esperança que os dois alimentavam dentro de si que outro falaria, os impedia de realizar seu desejo. O problema, duas almas muito parecidas, dividiam um só pensamento, um só desejo – falar com a pessoa diante de seus olhos. Tudo não passava de uma ilusão, de um desejo, de dois corações indecisos, e supostamente apaixonados.
Ela queria falar com ele. Ele queria falar com ela. E tudo isso não passou de uma iludida paixão platônica.
profundo o.o
ResponderExcluirbeijookas amandita :D
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